Sakshi (consciência testemunha e auto-observação)
por Cathia Karin Heuser

É o contato constante com o nosso eu profundo, em qualquer experiência da vida, é permanecer nas atividades da vida sem perder este contato, é fazer tudo o que se tem para fazer, com auto-observação constante e ininterrupta, é manter a consciência daquilo que é essência sem envolvimento ou identificação com experiências positivas ou não.
Mantemos o contato com aquela parte de nós que não muda, que não sofre ou se exalta, como espectador destas experiências, mas com distanciamento.
Na prática do yoga podemos, permanecer em movimento na respiração, nos asanas, mudamos o foco do olhar, nos concentramos em alguma parte do corpo, mas testemunhamos isto tudo com a presença da nossa consciência em profunda tranqüilidade, em sattwa (pureza, equilíbrio).
Assim conseguimos estar presentes na ação ao mesmo tempo em que a observamos sem nos envolvermos com ela, e com seus frutos.
Como por exemplo quando observamos a nossa respiração, ao mesmo tempo em que respiramos existe uma parte do nosso ser não envolvida com o processo mas que o observa.
Podemos nos concentrar nesta parte do nosso ser como uma luz interior, brilhando em nosso coração representando a nossa consciência divina, ou imaginando o coração contento uma belíssima flor de lótus.




